“Mulheres Fora da Lei”, Anabela Natário

 

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NATÁRIO, Anabela – Mulheres Fora da Lei, São Pedro do Estoril, Desassossego, 2017

Sinopse: Conheça as maiores criminosas dos últimos três séculos em Portugal.

Cuidado com elas! São 23 mulheres, desde assassinas a vigaristas e gatunas. Uma desfez-se do marido, servindo-lhe um prato de arroz temperado com arsénio ao jantar. Outra, seguindo um plano mais elaborado, temperou um clister com a mesma intenção. Uma terceira ia buscar crianças para adotar e desfazia-se delas, asfixiando-as com uma tira de pano. Menos violentas, mas não menos criminosas, são as larápias de mão leve, algumas verdadeiras figuras públicas, cujas aventuras nos dão a conhecer o Portugal de outros tempos. Mulheres Fora da Lei convida-nos a viajar pela vida das maiores criminosas dos últimos três séculos. E só o facto de já estarem todas enterradas no passado nos deixa alguma tranquilidade.

 

Opinião: Trata-se de um conjunto de vinte e duas histórias sobre vinte e três mulheres (uma das histórias aborda um duo) que de comum têm o serem portuguesas e o serem criminosas – com crimes a variar do furto ao homicídio. Algumas causam pena (com outro contexto sócio-económico, quiçá o desfecho não fosse díspar), outras nem tanto. Cada uma destas histórias pode ser lida de modo independente, não tendo mais que oito ou dez páginas, o que leva a que se torne uma leitura passível de ser feita com vagar e espaçadamente.

Além da história do crime propriamente dito também são acrescentados à narrativa outros detalhes: a maioria contribui para o contexto sócio-cultural do tempo de vida da fora-da-lei em apreço, o que não apenas situa e ambientaliza o leitor, como também leva a alguma compreensão – se não pelo crime, pelas razões externas à criminosa que levaram ao dito. Alguns, contudo, ainda que curiosidades, são rapidamente esquecidos e pouco se vê da utilidade à narrativa em causa, acrescentando apenas “palha”.

Funciona, enfim, como uma introdução bem conseguida a um lado da História portuguesa que passa usualmente despercebido aos canais de conhecimento e aprendizagem habituais.

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“Os Loucos da Rua Mazur”, João Pinto Coelho

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COELHO, João Pinto – Os Loucos da Rua Mazur, Alfragide, Leya, 2017

Sinopse: Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.

Paris, 2001. Yankel – um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama – recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram – e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk – hoje um escritor famoso – está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira.

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne – a editora que não diz tudo o que sabe –, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.

Opinião: Este livro é uma manta de retalhos. Inicialmente segue uma estrutura mais ou menos linear, em que o presente demonstra assuntos por resolver, mas que é, no seu essencial, uma razão para retornar ao passado, onde aí sim o enredo central se desenrola. O desenvolver da narrativa reformula, contudo, estes conceitos, e, sem nunca deixar de ir dando a conhecer o passado – com um ou outro detalhe que fica em questão ter sido real ou invenção de Eryk –, as linhas começam a cruzar-se e a intercalar-se, acabando por, na sua mescla, formar o bordado final. Através desta (des)construção narrativa, o autor constrói um livro dentro de um livro, dando ao leitor os segmentos que constituem a narração.

O segundo factor que se destaca são as personagens. O trio principal – Yankel, Eryk e a rapariga –, caracterizado tanto directa quanto indirectamente, começa por despertar a curiosidade não apenas pelas suas peculiaridades, mas pela comparação passado/presente com que ao início nos deparamos (não apenas pela sua personalidade, mas essencialmente no respeitante à relação que têm entre si). O seu crescimento é visível com o avançar narrativo, bem como a sua construção, que se revela contínua. As demais personagens, contudo, interpretei-as enquanto personagens-tipo, representantes de algo ou alguém (uma classe, uma ideologia, um comportamento, uma função, etc), não sendo a sua representação inteiramente fiável, na medida em que é deixado claro que Yankel não é imparcial no modo como as escreve.

Vale ressalvar, por fim, a temática. Sabendo do contexto histórico, imaginamos não ser bom o que espera esta cidade polaca. Mas nem esse conhecimento, nem a sinopse e a publicidade, preparam para o final com que nos deparamos: sendo pior o saber-se ser baseado em acontecimentos verídicos. Numa actualidade que já esteve mais afastada de repetir erros passados, é um relembrar assombroso das consequências a que patamar a patamar se corre o risco de ir chegando.

“O Culto: A Origem da Cabra Preta”, D. A. Potens

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POTENS, D. A. – O Culto: A Origem da Cabra Preta, [s.l.], Produções Black Goat, 2017

 

Sinopse: Meu nome não será dito. Você não verá meu rosto. Só peço que escute e não respire. Não tire seus olhos de mim e não disperse seus pensamentos, pois minha atenção é sua, somente sua, para que conheça aquilo que me persegue; de onde ela veio e quem a criou. Por quê? Porque ela pode estar na sua casa e, se estiver, tenha certeza de que precisará de ajuda.

Meus sonhos me trouxeram até aqui para enxergar o que a magia, a igreja e seitas ocultistas podem fazer em tempos de caos e escuridão. No Acre, em 1921, o mal que eu conheci teve início a partir do nascimento de cinco crianças com cabeças de cabras pretas que foram perseguidas pelo Vaticano. O que aconteceu após isso somente os fortes de coração podem ouvir. Você é um deles? Uma delas?

O grito de louvor será dado. Conheça a história da besta consagrada. A Cabra Preta lhe espera soltar gritos de pavor. Já eu… Bom… Eu espero que você tenha coragem de conhecê-la. 

 

Opinião: Este curto livro de terror centra a sua trama naquilo que tanto o título quanto a sinopse indicam: a figura da Cabra Preta, desde a sua criação, aos usos que lhe são dados, aos seus poderes e capacidades, e às intenções “maiores” que a rodeiam. Esse enredo, contudo, é errático, com episódios que se desviam demasiado da espinha dorsal do romance e, por consequência, dão a ideia de ali se encontrarem apenas para dar mais algum enchimento – o que chamamos de “dar palha” –, e com um encadeamento errático, marcado por constantes alterações temporais desnecessárias que prejudicam a narrativa ao torná-la gratuitamente confusa.

Por sua vez, as personagens encontram-se rasas e subdesenvolvidas: a sua idealização e apresentação ao leitor baseia-se apenas numa dicotomia bem/mal, não lhes sendo atribuído mais do que um determinado desejo ou objectivo, ou mesmo uma personalidade que vá além de um nome e de um sentimento do momento. Numa ficção que pretende fazer uso tanto de elementos místicos quanto do psicológico, o desenvolvimento das personagens – permitindo até mesmo um acompanhamento de um estado de espírito para outro, preferencialmente de degradação – torna-se algo basilar a considerar.

Também a própria narrativa possuiu bastantes pontos a melhorar. Superficial, desenvolvendo pouco o ambiente e as descrições, apoia-se demasiado no abuso de parágrafos – utilizando-os quando não necessário com o objectivo de criar ênfase, mas acabando por inutilizar esse próprio objectivo por conta do abuso ao recurso – e à tentativa de criação de “nojo” com que procura implementar o horror: a arbitrariedade e, mais uma vez, o abuso do recurso acabam por levar a um lugar-comum ao invés de criar o efeito desejado.

Em suma, uma ficção que necessita ainda de ter o seu desenvolvimento mais planeado, estruturado, e, por fim, concretizado.

“A Pirata”, Luísa Costa Gomes

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GOMES, Luísa Costa – A Pirata, Lisboa, Dom Quixote, 2006

Sinopse: A história aventurosa de Mary Read, pirata das Caraíbas. A Pirata é uma biografia ficcionada da célebre Mary Read, uma das poucas mulheres-pirata e que há memória. Conhece-se a história de Mary Read pela breve descrição que dela faz o capitão Charles Johnson na História Geral dos Piratas. Sabe-se que nasceu em Inglaterra, que foi soldado na Flandres e que foi capturada na Jamaica com a tripulação do famoso capitão Calico Jack Rackam e a sua amante, a terrível Anne Bonny. Condenadas à morte na forca, Mary Read e Anne Bonny viram a sentença adiada por estarem grávidas. Mary Read veio a morrer na prisão, em Abril de 1721.

 

Opinião: Considerar a obra como uma biografia, ainda que ficcionada, é puxar a brasa à sardinha. Em capítulos curtíssimos, cada qual começando com uma “sinopse” indicando os acontecimentos do capítulo em questão, é adoptado um tom informal, mais próximo ao de um conto tradicionalmente oral, com intervenções directas do narrador, ainda que o dito não seja uma personagem. Há um desequilíbrio enorme entre o show e o tell, a pesar para este último, que torna a história morosa. Os eventos não são aprofundados, nem as personagens desenvolvidas, levanto a uma falta de empatia.

Em suma, um livro que ficou aquém das expectativas, desiludindo pelo modo como escolheu apresentar a proposta escolhida.

“Os Monstros Que Nos Habitam”, VVAA

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VVAA – Os Monstros Que Nos Habitam, Aveiro, Divergência, 2017

 

Sinopse: Os mortos erguem-se das campas e os espíritos rondam a calçada. O mal vive nas pedras de uma mansão. Os cientistas criam monstros inimagináveis e um homem planeia apoderar-se do mundo das sombras. Uma escritora vê os seus desejos mais sombrios tornarem-se realidade.

 

Opinião: Como é já costume, seguem as opiniões a cada conto em concreto, ao invés de uma opinião geral à antologia:

“A Maldição de Odette Laurie”, Nuno Ferreira: Seguindo o setting da aldeia isolada e quase despovoada, o conto faz uso de bruxas e zombies como elementos. O título desperta interesse, mas que a narrativa não é capaz de o manter, não apenas pelos episódios desnecessários, que não contribuem para a trama, mas essencialmente pela falta de desenvolvimento, tanto das personagens quanto do enredo.

“Vento Parado”, Ângelo Teodoro: A premissa não é algo que não se tenha já visto antes, um bom número de vezes: o escritor dilacerado (no caso pela morte da mulher), incapaz de escrever, que se enfia num local recôndito e acaba por lidar com o sobrenatural. Consegue, contudo, manter a atenção do leitor pelo bom uso que faz dos elementos que apresenta, e pelo bom pacing do enredo. São ainda de notar algumas falhas de pontuação, nomeadamente em relação a vírgulas, e à pontuação nos diálogos.

“A Essência do Mal”, Alexandra Torres: Numa narração em primeira pessoa, acompanhamos uma mulher que, ao fugir do marido abusivo, acaba por se tornar num outro tipo de prisioneira. Pareceu-me que a intenção seria que o leitor compreendesse o desenrolar do mistério sensivelmente ao mesmo tempo que a protagonista. Todavia, a descrição em mudança do antagonista evocou-me Dorian Gray o que, adaptado às informações fornecidas no conto, me levou a adivinhar o plot twist bastante antes de o dito ocorrer. Também aqui notei algumas falhas de pontuação, e o facto de as personagens poderem ter sido mais desenvolvidas – em particular a protagonista, cujo passado é dito, mas pouco desenvolvido, o que leva falha em relação à empatia.

“Génesis”, Patrícia Morais: Num mundo dominado por homens pouco inclinados em alterar o status quo, uma cientista utiliza todos os cartuxos para impedir que o pior – um pior desenvolvido com grande ajuda das suas próprias pesquisas – aconteça. Tem um bom setting e uma conjugação de temas reflectores da actualidade, onde o final em aberto se torna aqui consistente. De notar a ironia tanto do título quanto dos nomes das personagens. Também neste conto, contudo, se notaram falhas de pontuação.

“O Canto da Sereia”, Soraia Matos: Apesar de se compreender sem dificuldade o enredo, o conto dá indicação de ser um trecho de algo maior, pecando também por um final algo apressado e confuso. Mais uma vez, nota-se falhas de pontuação, em particular no respeitante às vírgulas (vírgulas utilizadas em locais desnecessários, falha de vírgulas em vocativos, vírgulas entre sujeito e predicado, etc). As personagens encontram-se bem construídos e capazes de causar empatia, e o que é demonstrando do wordbuilding (desenvolvido dentro dos parâmetros da Fantasia Urbana) não apenas é consistentes, como também interessante, despertando curiosidade para mais.

“Páginas Assassinas”, Carina Rosa: A obsessão de uma jovem escritora e uma série de assassinatos são o mote deste conto, último da antologia. O enredo é simples, e não demonstra intenções de surpreender o leitor com revelações bombásticas e mistérios intricados. Ainda assim, o final consegue surpreender por um único detalhe, relativo aos próprios conhecimentos da protagonista, que até ao momento se julgava como sendo mais “inocente”. Ademais, o conto encontra-se muito bem desenvolvido, com um pacing e uma narrativa que o destacam.

“Limões na Madrugada”, Carla M. Soares

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SOARES, Carla M. – Limões na Madrugada, Lisboa, Cultura, 2017

Sinopse: Ansiosa por regressar à Argentina, mas presa a Portugal, distante do homem que ama e da mulher com quem vive, Adriana está perante um dilema universal e intemporal: manter-se comodamente na ignorância ou desvendar o passado da família, como se de um caso policial se tratasse, enfrentando assim aquilo de que andou a fugir toda a vida, por mais doloroso que seja.

Num jogo magistralmente imaginado pela autora, entre a vida atual de Adriana e os ecos do Portugal antigo, machista e violento dos seus pais e avós, esta história, de uma família e dois continentes, é uma viagem entre o presente e o passado, uma ponte sobre o fosso cultural que separa as gerações, um tratado sobre tudo aquilo que a família pode fazer à vida de um só indivíduo.

Entre a sombra e a luz, deixando que por vezes os silêncios falem mais alto do que as palavras, Limões na Madrugada é um romance sobre o amor incomum, o poder da família e a necessidade da coragem.

Opinião: Contemporâneo, Limões na Madrugada é um romance de personagem: introspectivo, onde a descoberta da história da família acompanha a auto-compreensão e auto-descoberta da protagonista, por ela assim o associar. Narrada em primeira pessoa, a história alterna entre as reminiscências da Argentina, e o presente no Porto, cidade que, descrita sob o olhar de “turista”, emoldura o cenário. Apesar de esta alteração saltar entre tempo e espaço, não seguindo uma linha temporal contínua – em particular nos capítulos correspondentes ao tempo na Argentina –, a sua compreensão não se torna confusa, o que se deve essencialmente a dois factores: O primeiro prende-se com o facto de a Argentina corresponder a uma descoberta unicamente por parte do leitor do passado de Adriana, a protagonista, enquanto o Porto é associado a uma descoberta tanto do leitor quanto de Adriana do passado familiar. O segundo diz respeito ao núcleo de personagens que domina num e noutro espaço, não apenas bastantes demarcadas na sua construção e personalidade, mas também do papel que desempenham no enredo.

Trata-se, ainda, de um enredo simples, sem grandes percalços no seu desenvolvimento, e levado a cabo em capítulos curtíssimos, factores que facilitam ao leitor manter o fio à meada neste tipo de vai-e-vem narrativo.

De reconhecível das restantes obras da autora temos a escrita, agradável à leitura e capaz de manter interesse e atenção. Tanto o uso vocabular quanto as construções frásicas conseguem um meio-termo, em que não caem numa simplicidade excessiva, nem se deixam levar num trabalhado superficial.

Por fim, as personagens: o tipo de romance e narrativa levam a que o foco se encontre indubitavelmente na protagonista, sendo a sua percepção aquilo que chega ao leitor. Em consequência, o conhecimento do leitor no que respeita às personagens é limitado e parcial. Não deixam, contudo, de se encontrar bem construídas, não sendo o seu papel secundário razão para se apresentarem como cartão.

Não reconheci na leitura o laivo de realismo mágico que me pareceu ter-se querido atribuir à obra – os elementos que possui que a poderiam aproximar desse género são encarados pelas personagens como algo fantasioso e anormal, não com a naturalidade que marca e distingue o género. É, contudo, um bom romance, e um bom romance de personagem.

Base de Dados de Ficção Especulativa Portuguesa – BDFEP? Weird.

Quem pelas redes sociais anda (ou quem não perde uma só postagem do blog) já se cruzou com o Projecto Adamastor, uma base de dados digital de obras (maioritariamente) de língua portuguesa que se encontram em domínio público, sendo a conversão, revisão e disponibilização levadas a cabo por um grupo de voluntários. Tendo lido já alguns dos ebooks disponibilizados, e tendo bastantes mais em lista de espera, é um Projecto que aconselho e do qual, até ao momento, tenho apenas bem a falar.

Mas quem se lançou nesta iniciativa não se ficou por aqui. Mais recentemente – vah, digamos, há um punhado de meses –, em sequência de (mais) um debate num grupo literário, iniciou-se uma Base de Dados de Ficção Especulativa Portuguesa, onde se pretende manter um registo das publicações de ficção especulativa… portuguesa (wow, plot twist!). Conto, vinheta, novela noveleta, venha tudo, o tamanho é indiferente, e o país onde se publicou também. Que se pretende? Reunir o máximo de informação possível, com o máximo de correcção possível, possibilitando a posterior avaliação e selecção de textos para uma antologia. Pelo caminho deixam-se os alicerces para outras propostas, desde estudos a recomendações. Uma biblioteca permite, afinal, bastante coisa, e uma biblioteca organizada, onde todas as obras que lhe pertencem têm a existência tão conhecida quanto acessível, permite mais ainda.

E participar? Seja na recolha das obras, seja na selecção dos textos, o projecto é aberto a quem queira contribuir. Diz o outro: Manda-te.

Fica o fórum para interessadas e interessados a ir mais além (subindo estrelas no céu, descendo ao fundo da terra) e detalhar o projecto.