“Os Três Reinos”, Sandra Carvalho

capa

CARVALHO, Sandra – Os Três Reinos, Barcarena, Presença, 2008 

Sinopse: Neste quinto volume de A Saga das Pedras Mágicas, as sombras da morte e da guerra alastraram sobre o Norte do Mundo e Thora, a loba prateada, desespera ao saber do destino das suas irmãs. Freya encontra-se prisioneira de Aesa, a rainha feiticeira do povo vândalo, enquanto Edwina, a Guardiã da Lágrima do Sol, foi mortalmente ferida. Será que desta vez nem Edwin, o Guardião da Lágrima da Lua, conseguirá resgatar a sua amada? Do Império, a sul, chegam rumores de que aquele que traz consigo o propósito de lançar sobre a Terra a escuridão eterna já encarnou o Homem. Que esperança restará aos defensores do Bem, quando até as pedras mágicas da feiticeira Aranwen estão agora nas mãos do inimigo? Estará a profecia dos Três Reinos condenada a perder-se nesta luta caótica sem jamais se concretizar? 

Opinião:

Enredo – Neste quinto volume, a história prossegue com uma grande quantidade de desenvolvimentos, resolvendo-se alguns conflitos, surgindo outros, e alguns desaparecendo apenas para se tornarem em problemas ainda maiores. Fiquei essencialmente com a ideia de que surgiu uma catrapachada de bebés, mas que a autora manteve o enredo em andamento, manteve. 

Escrita – O uso de títulos pomposos continua a ser recorrente, mas melhorou em relação ao volume anterior. Pontos de exclamação são mais frequentes que pulgas num rafeiro durante o mês de Agosto, o que lhes retira parte do impacto quando efectivamente se justificam. “Aleivoso” e seus derivados é a pet word da autora neste livro. Chamar uma mulher que não se gosta de “rameira”, independentemente da sua vida sexual – que nem deveria até servir como insulto –, também se revelou uma prática comum. De resto, a escrita é adequada ao público-alvo a que se dirige, não sendo nem demasiado complexa, nem demasiado simplista.

Personagens – Apesar de se notar o desenvolvimento da parte delas, as suas acções pareceram-me previsíveis, visto que eram facilmente adivinháveis pelo leitor. A sua grande maioria continua a não me despertar qualquer sentimento em particular, com excepção da Edwina, que ainda consegue manter a minha aversão. Continua mimada e egoísta, embora já pense mais antes de agir. E age. 

Narrador – Permanece o problema de ler a história pelo ponto de vista de uma personagem que não gosto, a Edwina. Houve, no entanto, melhoria em relação ao último volume: Edwina é mais activa, não se baseando a narração em espreitar os outros, ainda que a prática não tenha, de todo, sido abandonada, e algumas partes são narradas na terceira pessoa.

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