Fornada de Contos IV [Fantasy&Co]

“Um Céu Nublado”, Pedro Cipriano: O melhor do conto é o modo como a “viagem no tempo” ou as “alucinações” – não fica explícito do que se trata – se inserem num dia rotineiro da protagonista, primeiro apenas à escala de uma bandeira, mais tarde alongando-se a toda uma área. Infelizmente, a história e a narração não parecem ter um objectivo, e o conto parece incompleto não apenas por isso, mas também por não se ficar a saber nada sobre o porquê destas aparições, o que são exactamente, e o que acontece no final.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/01/02/um-ceu-nublado-pedro-cipriano/

“Avaria Fantasma”, Carlos Silva: O conto é simples, não traz surpresas nem inovações, mas está extremamente bem conseguido. Embora o leitor consiga compreender de imediato o ocorrido, tal não o impede de emergir nos sentimentos e compreensão da personagem, os quais vão crescendo através de uma construção gradual, que culmina num final quase irónico, visto que remata um conto de futuro moderno e científico com uma expressão popular e antiga.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/01/05/avaria-fantasma-carlos-silva/

“O Jogador”, Pedro Cipriano: Uma premissa interessante, misturando o vício pelos gosto com o sobrenatural – prisão temporal? Peca, no entanto, por não se compreender a ligação que o desenvolvimento e foco do conto tiveram com o seu final.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/01/09/o-jogador-pedro-cipriano/

“A Sombra no Quarto”, Ricardo Dias: Um conto que se destaca pela subversão que faz de um mito conhecido pela grande maioria dos leitores – se não mesmo todos. Bom ritmo e escrita agradável.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/01/12/a-sombra-no-quarto-ricardo-dias/

“Nas Margens do Rio”, Pedro Pereira: Subordinado à mitologia japonesa, o conto desenvolve-se em cinco partes. Apesar de algumas falhas, tanto a nível gramatical como em termos de pontuação, a escrita permite uma leitura agradável. Tanto o enredo quanto as personagens o aproximam do imaginário infantil.

http://fantasyandco.wordpress.com/category/contos/nas-margens-do-rio/

“Uma Caligrafia de Violência”, Nuno Almeida: A narração directa centra-se num só momento, mas o enredo parece espalhar-se para além do mesmo. Um conto bem escrito envolvendo mitologia judaico-cristão, bem estruturado e desenvolvido.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/02/06/uma-califragia-de-violencia-nuno-almeida/

“Uma Noite Fria”, Pedro Cipriano: Segue a mesma premissa e personagem de “Um Céu Nublado”, mantendo os mesmos pontos fortes, e os mesmos pontos fracos, aos quais se junta um generalização em relação ao povo alemão que por vezes roça o preconceito.

[“Obrigado, então…” > “Obrigada”, visto que é uma mulher quem está a falar.]

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/02/09/uma-noite-fria-pedro-cirpiano/

“Tua Aurora”, Sara Farinha: A Noruega e a Aurora Boreal servem de ambientação a este conto de romance, drama e escolha, com um pouco de fantástico, discreto durante a maioria da narração, mas que no final se revelou essencial. O enredo é simples, estando o foco nos sentimentos das personagens, os quais ficaram bem desenvolvidos e explorados.

http://fantasyandco.wordpress.com/category/contos/tua-aurora/

“O Caçador”, Pedro Pereira: O autor faz uso das duas perspectivas diferentes – a presa e o caçador – para apresentar as verdades e factos de um e de outro. Uma experiência interessante, que quase faz rir pela quantidade de vezes que encontramos este tipo de comportamento – narrar aquilo que nos interessa e deixar de fora o que não interessa – no dia-a-dia. O ritmo da escrita acompanha as cenas que são descritas, contudo, notei algumas falhas em relação à colocação das vírgulas.

http://fantasyandco.wordpress.com/2014/02/27/o-cacador-pedro-pereira/

“A Dança Sagrada”, Sara Farinha: Divido em seis partes, o conto aborda cinco personagens diferentes, cinco histórias diferentes, cinco mortes diferentes, unidos pelo espaço geográfico, como fica evidente na última e sexta parte. A escrita tem o seu quê de etérea, e a ideia é interessante. Contudo, não é algo que permaneça na memória.

http://fantasyandco.wordpress.com/category/contos/a-danca-sagrada/

“Perdidos”, Liliana Novais: Um conto que aborda a temática da mulher de branco, um mito em que uma jovem mulher, maltratada em vida por um ou vários homens, permanece neste mundo a provocar acidentes aos incautos (resumidamente falando). Apesar da boa premissa e de alguns bons detalhes a modernizarem o conto, este falhou em termos de desenvolvimento e da narração em si, a qual contém algumas inconstâncias.

http://fantasyandco.wordpress.com/category/contos/perdidos/

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