“Amigas Para Sempre”, Fátima Lopes

capa

LOPES, Fátima – Amigas para Sempre, Lisboa, Esfera dos Livros, 2011

Sinopse: Ana, Joana e Raquel reúnem-se para comemorar os 40 anos de Carla. Mas o que se esperava ser apenas um jantar de aniversário animado entre amigas cedo se transforma numa noite emocionante, onde vão ser revelados segredos há muito escondidos e feitas descobertas surpreendentes que irão transformar para sempre a vida de cada uma destas mulheres. Após esta noite, Ana, Joana, Raquel e Carla não voltarão a ser as mesmas. Mas a amizade que as une vai tornar-se mais forte e sincera do que nunca.

Opinião: Ana, Raquel e Joana reúnem-se num jantar para comemorar os quarenta anos de Carla. Em capítulos curtos e letras grandes, as personalidades e vidas que as quatro amigas aparentam são apresentadas ao leitor, com os indícios dos segredos de cada uma: segredos estes que serão desvendados e partilhados mais tarde ao longo do jantar. Cada uma tem lidado com o seu próprio problema, comum ou credível o suficiente para levar à identificação do leitor com pelo menos uma delas. O jantar, evento durante o qual ocorre a maior parte da narrativa, marca o ponto de viragem em que, levadas pelo desabafo umas com as outras, decidem tomar rédeas e resolver a própria vida.

O facto de uma grande parte do enredo se passar durante a refeição implica que não haja grande acção – de facto, quase tudo se desenrola através do diálogo, com umas poucas excepções. Infelizmente, caso não houvesse indicação sobre quem estaria a falar, não seria fácil distinguir quem dizia o quê: fosse qualquer uma das personagens, fosse até mesmo o narrador, a forma de escrever e de se expressar é a mesma. Nota-se que uma só pessoa está por detrás de cada uma das personagens, o que também lhes abafa as personalidades.

Ainda em relação à narrativa, nota-se um excesso do uso de “perfeito” e “amiga” (sinónimos são sempre uma opção, e cruz credo de as minhas amigas se estarem constantemente a referir-se a mim como “então, amiga?”), a escolha errónea de colocar um numeral em vez de escrever o número por extenso (opção que deve ser tomada sempre que se trata de um número pequeno), e pessoalmente não sou fã do uso do Presente do Indicativo para a narração. No entanto, a escrita no geral permite uma leitura fácil e aprazível, adequada ao estilo do romance.

Uma história “água com açúcar”, capaz de entreter por um par de horas, focada mais num grupo de amigas e superação de problemas que em romance propriamente dito, e com um final tanto optimista quanto credível.

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