“A Primeira Luz da Madrugada”, Clara Pinto Correia

capa

CORREIA, Clara Pinto – A Primeira Luz da Madrugada, Cruz Quebrada, Oficina do Livro, 2006

Sinopse: Este livro não pode ser lido de uma só vez. Tal como as Mil e Uma Noites, está construído como um emaranhado de histórias dentro de histórias. Os narradores são cinco pescadores da Cruz Quebrada que trabalham de momento como arrumadores do Lidl. Mas, na realidade, eles correspondem a cinco arquétipos históricos que aguardam o Segundo Regresso, que deverá ter lugar na madrugada seguinte. Com a ajuda do Professor Eleazar Melkievstein, que dedicou a sua vida ao estudo do mito do Judeu Errante, todos estes homens tentam explicar a Ana Maria, uma mulher que mora ali perto, não só as várias histórias do Judeu Errante mas também as suas próprias histórias. Neste percurso, Ana Maria descobre que no século XV foi uma das noviças das Agostinhas, conheceu o Judeu Errante e com ele viveu uma bela e trágica história de amor que nunca chegou a cumprir-se. É depois da concretização física desse amor na Cruz Quebrada que se anuncia, por fim, o Segundo Regresso e se descobre quem são os Eleitos que podem testemunhá-lo.

Opinião: Julgo que a autora procurou fazer uma análise da evolução do pensamento humano e da Fé Cristã ao longo dos anos, seguindo um estilo de historietas e textos curtos, interligados numa “rodinha em volta da fogueira” (absolutamente figurativo), onde Ana Maria encarna o papel de ouvinte. O que conseguiu foi uma leitura aborrecida, onde diálogos e narração se misturam em texto corrido e infodump, de tal modo que por vezes só compreendi (ou manejei para manter a atenção necessária para compreender) o essencial do que se fazia em cada “parte” de capítulo pelo sumário (sinopse? Resumo? Trailer?) que aparecia no início de cada um – isto porque o livro, além de dividir em “Livro Primeiro”, “Livro Segundo” e afins, subdivide-se em capítulos que por sua vez se (sub)subdividem em partes, cada uma destas com um pequeno “onde X acontece e Y decorre” para elucidar o leitor, suponho.

Trata-se de um dos poucos livros de cuja leitura desisti, o que naturalmente deverá ser tido em conta na consideração desta opinião.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s