“Senhora Vingança”, Fernando Ribeiro

capa

RIBEIRO, Fernando – Senhora Vingança, [Lisboa], Saída de Emergência, 2011

Sinopse: E eis que exercemos as nossas vinganças.

Senhora Vingança é fruto da imaginação de Fernando Ribeiro, vocalista e letrista da banda de Heavy Metal Portuguesa, Moonspell. Tendo já feito outras incursões pela literatura, esta é a primeira vez que escreve um livro de contos.

Em cenários onde a vingança é a rainha, de Paris a Lisboa, entre Vampiros e Políticos, políticos vampiros e vampiros políticos, Fernando Ribeiro exerce um implacável acerto de contas com as mais diversas personagens em dois contos onde a ficção se aproxima perigosamente da realidade.

Opinião: TRVE – Natalie Mayer alcançou o sucesso literário com um novo conceito de vampiros – estudantes, lindos, vegetarianos… Familiar? Não resisti a uma gargalhada. Após as fenomenais vendas alcançadas, espera-a agora a grande sessão no Salão do Livro de Paris, algo preparado com todas as minúcias para a comercializar ainda mais, e que causa controvérsia entre o meio literário – muitos não gostam nem levam a sério as suas obras.

Mas ninguém chega ao ódio radicalista de um grupo que se intitulaGothic liberation front, cuja presença me causou estranheza na primeira vez que foram apresentados, mas de cujos planos começamos a suspeitar ao longo da narrativa, conquanto não o queiramos acreditar. O final deixou-me na dúvida se eles efectivamente teriam a natureza que afirmavam, ou se se tratava de uma convicção tão forte ao ponto de se enganarem a si mesmos.

Exercício de cidadania – Alguma vez – ou quantas vezes já o fizeram – olharam para aquele político com falinhas mansas e a transpirar a falso no telejornal e pensaram “era quem lhe limpasse o sebo”? Num contexto e motivações bem diferentes do conto anterior, a aura de asco e radicalismo não poderiam ser mais semelhantes. Até que ponto pode chegar o ódio, e qual o limite que deveremos estabelecer a nós mesmos?

Dois contos actuais, críticos, com um tom de exagero radicalista, com uma boa narração, mas na qual tenho a apontar a utilização das vírgulas que não foi, a meu ver, a melhor.

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