“Sangue de Dragão”, Ana Vicente Ferreira

capa

FERREIRA, Ana Vicente – Sangue de Dragão, Lisboa, Ulisseia, 2009

Sinopse: Aelanna odiara toda a vida aquilo que a tornava diferente dos outros elfos: o sangue de dragão, herança de um pai há muito desaparecido.

Através do diário de um antepassado seu, pensa ter encontrado na pedra mágica Sylmaen, o lendário açaime dos dragões, a solução para o seu problema. Parte então com Kels, em direcção ao Sul, sem saber que o objectivo da sua demanda é conhecido por aqueles que têm planos bem mais negros para a pedra mágica.

Durante a viagem, Aelanna será obrigada a rever tudo o que sempre lhe fora ensinado sobre o mundo. Quando o elfo Ghyalt se junta ao grupo, Aelanna fica dividida entre o que sente pelo mago lorean e o alívio de ter consigo alguém que partilha a sua mundividência. E contudo, contra todas as suas expectativas, Ghyalt traí-los-á a todos, desencadeando uma ameaça contra a qual toda a resistência parece quase inútil.

Opinião: Tanto o epílogo como o prólogo narram o tempo presente, sendo a narrativa, portanto, uma grande e comprida analepse. Em relação ao epílogo, nada tenho a declarar, mas quanto ao prólogo, não me pareceu a melhor das decisões. Se inicialmente não nos apercebemos de que houve um recuar no tempo (o que causa estranheza face ao desenrolar dos acontecimentos), quando a realização chega, apercebemo-nos igualmente de todos os spoilers evitáveis que o prólogo oferece do resto da história.

Há uma falta de desenvolvimento, tanto ao nível das personagens como no encadear dos acontecimentos, o que levou a que também não sentisse praticamente nada em momentos mais dramáticos ou carregados de adrenalina. Torci particularmente o nariz ao modo como o grupo de personagens se ia juntando, uma vez que não o pareciam fazer com a naturalidade, dando demasiadas vezes a ideia do “porque sim”.

A favor, está a variedade de raças criadas, interessantes e curiosas, e a apresentação dos elfos como uma raça com mais defeitos do que aqueles que eles próprios julgavam ter. A realização e reacção de Aleanna sobre a sua própria raça é uma evolução interessante, embora nem sempre a mais simpática para os colegas de jornada.

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