“Saga de Alamar: Início”, Diana Franco de Sousa

capa

SOUSA, Diana Franco de – Saga de Alamar: Início, [s.l.], Temas Originais, 2010

Sinopse: Um mundo em que o auge da sua civilização já há muito passou, e tudo o que desses tempos dourados resta são lendas e manuscritos espalhados ou perdidos. A herança que restou dessa altura foi a magia e a tecnologia, que têm vindo a ser usadas até ao extremo… até quase se esgotarem. Cada pessoa batalhava por mais magia, mais poder. Duas nações acabaram por se formar, acabando com a paz que antes fora tão arduamente conseguida. Até que o próprio planeta se vira contra a população, farto de tanto ódio e corrupção. Recorrendo a magia intemporal, os campos começam a ficar desertificados, a magia ganha vida em forma de criaturas negras, tornando a maior parte do continente inabitável. A nação teme pelas suas vidas, prevendo o fim da sua era. É no meio de uma busca desesperada que os Antigos são descobertos, seis seres com poderes até ali apenas vistos como lendas e histórias. Que irão eles fazer para salvar aquele planeta? Conseguirão eles o seu objectivo? Ou será já tarde demais? Tudo o que o planeta e os seus habitantes precisam, é de um novo início…

Opinião: Prevendo um futuro não muito auspicioso, seis dos maiores guerreiros na época “de ouro” de Alamar são, com o seu consentimento, resguardados pela magia até à altura em que o seu despertar se revele a última medida possível.

E, de facto, parece ter chegado o momento. A guerra que marcou Alamar dividiu-a em duas nações onde a paz se recusa a aparecer, um mal já de si grande que se agrava com a perda dos conhecimentos anteriores, sendo a tecnologia e a magia uma sombra do passado, praticamente reduzindo-se ao aproveitamento do pouco que restou do passado, e encontrando-se grande parte do planeta inabitável pelas consequências do uso nefasto e contínuo da magia negra.

O livro tem potencial. A história é interessante, envolvendo a fantasia com os problemas reais que afectam o nosso próprio planeta, fazendo um apelo para os mesmos. Os acontecimentos também se sucedem a um bom ritmo, todavia, considerei por várias vezes que um desenvolvimento dos mesmos teria deixado a ganhar.

Um maior desenvolvimento é também aquilo que julgo faltar às personagens – de personalidades distintas que vão além dos seus poderes. Qual o seu passado? Por que aceitaram deixar o mundo que conheciam por um futuro incerto? Como se sentiram ao ver tudo o que mudou? E porquê a submissão inicial que os fez batalharem uns contra os outros, ainda que claramente não o quisessem? São perguntas que, ao terem sido respondidas e demonstrado ao leitor, teriam dotado as personagens de um desenvolvimento crucial, o qual se reflectiria na generalidade da história.

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