“Os Malaquias”, Andréa del Fuego

capa

FUEGO, Andréa del – Os Malaquias, Porto, Porto Editora, 2010

Sinopse: Serra Morena. Um raio esturrica o casal, em luz e carne. Os filhos ficam órfãos, com destinos diferentes. Antônio, o menino que não cresce. Nico, o patriarca engolido por um bule de café. Júlia, a menina em fuga permanente. Um lugar onde as sombras da terra e da água convivem. Onde a morte e a vida são o mesmo mundo. Um poema seco à humanidade de cada um de nós.

Uma escrita áspera mas poética, desenhada com a vertigem das memórias da família Malaquias, e que evolui como tributo pessoal da autora aos seus antepassados.
Transcendental e mágico, este romance do insólito revela-se uma leitura para o coração.
Um livro forte, aclamado, invulgar.

Opinião:  Após a morte dos pais, esturricados por um relâmpago, o enredo acompanha os caminhos diversos dos três irmãos Malaquias, Nico, António e Júlia, atribuindo ainda um toque de mistério e sobrenatural.

Não considerei a trama em si particularmente envolvente: o que lhe conferia interesse eram as críticas sociais inerentes, e a própria forma narrativa. Esta desperta-me ainda sentimentos contraditórios. Por um lado, não é de leitura fácil, necessitando de tempo para que o leitor engaje nela, e por vezes exigindo releitura para que se compreendam determinadas passagens, por outro lado, é o que confere diferenciação à história e o que a impede de se tornar algo igual a muitas que por aí andam.

Não foi difícil compreender a razão de ter sido vencedor de um prémio “José Saramago”.

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