“Orbias: O Demónio Branco”, Fábio Ventura

Capa

VENTURA, Fábio – Orbias: O Demónio Branco, Alfragide, Casa das Letras, 2010

Sinopse: Noemi é agora uma estagiária na redacção de uma revista em Grand City. Leva uma vida solitária e mantém pouco contacto com Adam e Lorelei. Mas enquanto se esforça para esquecer todos os trágicos acontecimentos do passado, o inesperado acontece: os seus poderes de Omnisciência regressam e volta a transformar-se em Guerreira. Para piorar a situação, está constantemente a ver o rosto de Sebastian e a sentir o seu perfume.

Será que afinal os mundos não foram definitivamente separados? Será possível o regresso a Orbias, para junto das outras Guerreiras? Na sua loucura obsessiva, Noemi convence-se a si própria de uma coisa: Sebastian está vivo!

“O Demónio Branco” é o segundo volume da saga “Orbias”, a original história de fantasia que veio agitar o género em Portugal.

Opinião: Pessoas espertas, sabendo que em pouco tempo haverá um passatempo com este livro, esperavam até ao dito cujo em vez de o comprar. Mas estava curiosa para ver a evolução que afirmavam existir nesta sequela, e, efectivamente, ela está presente. Notei uma melhoria a nível da narração – a sensação de primeira/terceira pessoa de que falei no primeiro desapareceu – e o melhor desenvolvimento dos Entes Padroeiros (uma ideia pela qual tive um fraquinho desde o início) e algumas personagens que antes tinham ficado descuradas, como a Belladonna. Infelizmente, nem todas tiveram esse foco de atenção, e julgo que a personalidade da Rouge continua a não aparecer em todo o seu potencial.

Existem ainda alguns pontos a serem trabalhados, sendo que notei dois em especial: as cenas de maior pico emocional – a primeira transformação em Anjo em Orbias, as batalhas, os confrontos, etc – continuam descritas com demasiada rapidez, falhando em pormenores que nos poderiam envolver muito mais; e os trechos de sedução, que não parecem muito realistas.

A nível da história, durante os primeiros capítulos esta é levada avante pela obsessão doentia da Noemi pelo Sebastian – a Guerreira diz amor, mas pronto, discordamos. Felizmente, a trama acaba por se desenvolver em algo bem maior que isso, rasando assuntos complexos como a criação e a alma de um modo leve, que apesar de eu ter gostado de ver mais desenvolvido – e continuar a achar que seria uma mais-valia –, tenho de admitir a probabilidade de ser mais adequado à faixa etária a que se destina “Orbias”.

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