“Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas”, Raphael Draccon

capa

DRACCON, Raphael – Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas, Alfragide, Livros d’Hoje, 2011

Sinopse: Pode dizer-se que, em Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas, Raphael Draccon parte de uma simples questão para dar vida aos seus personagens: o que aconteceu depois?

O que aconteceu ao Capuchinho Vermelho depois de o caçador ter matado o lobo? E ao caçador? Teriam João e Maria realmente conseguido matar a bruxa? E qual foi a reacção dos seus pais quando voltaram para casa? Teve a princesa realmente coragem de beijar o príncipe que se transformou num sapo? E o que fizeram os anões depois de a Branca de Neve ter encontrado o seu príncipe?

Quem é que, depois de ler os sempre eternos contos de fadas, não se questionou a esse respeito? De uma maneira dinâmica, Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas narra a história do que teria acontecido depois de esses contos chegarem ao fim sem perder a perspectiva da eterna luta entre o bem e o mal.

O autor reúne todos estes personagens (e muitos outros) no Reino de Arzallum, muitos deles vivem em Andreanne, a capital do Reino. Arzallum fica em Nova Ether, um mundo que fora assolado pela magia negra praticada por bruxas que se desviaram do caminho do bem.

Opinião: A batalha Bem contra o Mal, príncipes contra bruxas, não é o que se chame de original. O modo como o autor agarrou e trabalhou isso já se pode dizer que sim. Raphael Draccon pega nalguns dos contos mais conhecidos e, aprofundando as suas personagens, cruza-os no mundo por ele criado, que embora à primeira vista se pareça com os reinos de fantasia, o avanço da leitura nos demonstra ter também várias características que são bem mais familiares à nossa realidade.

Trata-se de uma leitura prazeirosa, onde se destaca o desprendimento e à-vontade do narrador, sem dúvida um dos factores que mais gostei na obra. O modo como se assumia como um contador de histórias, não receando correr riscos e ser, por vezes, pouco ortodoxo, interpelando directamente o leitor com bastante frequência, revelou-se uma surpresa positiva.

Se há algo mais negativo que tenho a apontar, será o modo de falar de algumas das personagens mais jovens, irritante ao ponto de se tornar frustrante. Isso, contudo, teve a sua justificação exactamente pela faixa etária das personagens em questão, e só me resta cruzar os dedos para que cresçam depressa nos volumes seguintes.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s