“Destino do Universo: Necromancia”, Frederico Duarte

capa

DUARTE, Frederico – Destino do Universo: Necromancia, Maia, Metaphora, 2008

Sinopse: Meio ano decorreu desde a Grande Batalha que libertou Nova. A paz instala-se e o equilíbrio regressa aos poucos. Mas a ilusão é rapidamente destruída: Adina está inexplicavelmente de volta, com um exército mais forte do que nunca. A Terra é o seu alvo, um mundo em que a magia há muito que foi esquecida e que não está preparado para o seu regresso. Mas Nova não está fora dos seus planos e as terras da Aliança sofrem ataques de demónios. Alexis e os seus companheiros são então forçados a pegar mais uma vez nas armas e enfrentar novos perigos para salvar ambos os mundos. Mas esperam-nos grandes surpresas, aliados inesperados e inimigos inimagináveis e a certeza de que qualquer que seja o resultado, nada será como dantes.

Opinião: Com o espaço de tempo de um ano entre este volume e o primeiro, não notei especial diferença em relação ao que apontei anteriormente. Tanto o enredo como as personagens se prendem a lugares-comuns, e um maior desenvolvimento beneficiaria as relações entre as personagens, atribuindo-lhes um carácter mais natural. A personalidade “Mary Sue” de Alexis, contudo, não se evidencia tanto – apesar de ainda lá estar – devido à maior quantidade de personagens com que agora o leitor interage.

Apesar de ainda não ficarmos a saber tudo o que há a saber sobre os anjos e a missão de Larn – naturalmente a intenção será faze-lo num próximo volume –, são-nos dadas algumas luzes que envolvem não apenas o mundo de Nova, mas também a Terra – com efeito, o enredo, mantendo o ritmo de avanço constante e evitando os momentos mortos, divide-se agora entre os dois mundos, tentando explorar a junção de magia com tecnologia. O final procura deixar-nos ansiosos pela continuação, não dando um final definitivo à guerra desenvolvida, no entanto, vendo crescer o número de situações em que sagas deixam de ser traduzidas, editoras entram em falência ou são absorvidas deixando de publicar, ou até mesmo a quantidade de anos que por vezes um autor demora a escrever, pergunto-me se um final em aberto não está a tornar-se cada vez menos sensato.

Tal como o anterior, considerei que o livro ficou aquém do seu potencial.

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